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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Dislipidemia infantil, mude essa história.

Diagnosticar e tratar precocemente dislipidemias na infância e adolescência significa evitar doenças cardiovasculares no futuro. O depósito de lipídios na parede das artérias pode iniciar-se na infância,  formando acúmulos lineares de gorduras que vão progredindo, levando ao espessamento e à fibrose da parede da artéria no adulto.
As dislipidemias podem ser causadas por alterações genéticas que alteram a síntese e degradação de lipoproteínas, por erros alimentares, doenças associadas ou por uso de medicamentos que alterem o perfil lipídico. 
O Consenso Americano, NCEP (National Cholesterol Education Program) Child Treatment Panel, recomenda a avaliação do perfil lipídico em populações pediátricas de alto risco, que são crianças com pais ou avós portadores de DCV (doença cardiovascular) antes dos 55 anos de idade, pais com colesterol plasmático acima de 240 mg/dl,  além de outros fatores de risco para DCV como obesidade, diabetes mellitus e hipertensão arterial. 
De todos esses fatores para predisposição a dislipidemias, a obesidade infantil é a mais preocupante. O aumento da gordura corporal em crianças está principalmente associada aos frequentes erros alimentares, aumentando cada vez mais o número de casos de crianças obesas e dislipidêmicas.
Diante do aumento nas taxas de obesidade infantil e de suas complicações associadas, a Kaiser Permanente, maior organização de programas de saúde e cuidados dos Estados Unidos, lançou um game online ("The Incredible Adventures of the Amazing Food Detective") para ensinar crianças dicas de como se alimentar melhor. Mas em vez de manter as crianças diante do computador por horas, o jogo interrompe as partidas 20 minutos depois de iniciadas, como uma forma de estimular as crianças a se movimentarem.
Para mudar esse contexto é muito simples, basta optar por um habito alimentar mais saudável, praticar exercícios regulares, ficar menos tempo em frente a TV e se divertir!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Novas recomendações para ganho de peso durante a gestação.

Há quase duas décadas, desde 1990, o Institute of Medicine (IOM) não atualizava suas recomendações para o ganho de peso ideal durante a gestação. Este ano então, foi lançada a tão esperada publicação com as novas recomendações. Estas começam indicando um checkup que inclui a avaliação isolada e em conjunto do peso e da estatura (IMC), dieta equilibrada e exercícios físicos regulares antes e durante a gravidez . Baseado no IMC, as recomendações básicas da IOM para o ganho de peso durante a gestação de feto único são: Mulheres com baixo peso devem ganhar entre 12,7kg e 18,1kg; as mulheres com peso normal devem ganhar entre 11,3kg e 15,9kg; aqueles com sobrepeso devem ganhar entre 6,8kg e 11,3kg e as obesas devem ganhar entre 5kg e 9kg. Estas novas recomendações são semelhantes às recomendações de 1990, mas instituem uma nova categoria de peso (mulheres obesas) e levam em consideração a saúde materna também. Assim, recomenda-se que para entrar na gestação, a mulher esteja com um IMC entre 19,8 e 26 kg/m2, valores associados a menor risco de pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e problemas no parto. O sobrepeso e a obesidade também aumentam o risco de defeitos estruturais no feto. Então, para que tudo corra bem e a gestação seja saudável para mãe e para o bebê, basta se planejar para este momento e contar sempre com o apoio de seus médicos, nutricionistas e familiares do início ao fim da sua gestação.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Adolescência em alerta nutricional.

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (19) pelo Ministério da Saúde mostra que os brasileiros estão mais altos. Os dados indicam que o maior acesso à alimentação tem contribuído para o aumento da estatura, no entanto, o ministério alertou que esse aumento na estatura da população não significa, necessariamente, que as pessoas estejam se alimentando de forma correta e saudável, muito pelo contrário. Segundo o órgão, ao longo dos últimos anos, o perfil nutricional do país vem mudando da “desnutrição” para o “sobrepeso”. A incidência de ganho de peso inadequado, de acordo com os dados do estudo, é maior entre jovens do gênero masculino com idade entre 10 e 19 anos. Nos últimos 29 anos, o grupo apresentou um aumento de 82,2% no Índice de Massa Corporal (IMC). Entre as meninas nessa mesma faixa etária, o aumento do IMC também foi elevado e chegou a 70,3%. O ministério garante, entretanto, que elas apresentam índices próximos do padrão de referência.Este fato é preocupante, já que o excesso de gordura corporal, principalmente a abdominal, está diretamente relacionado com alterações do perfil lipídico, com o aumento da pressão arterial e a hiperinsulinemia, considerados fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas, como o diabetes melito tipo 2 e as doenças cardiovasculares. O conjunto destas alterações tem sido descrito como "síndrome metabólica". Diante desse quadro, torna-se necessária a implementação de medidas de intervenção no combate a este distúrbio nutricional, principalmente em indivíduos mais jovens. Dentre os principais componentes para direcionar os adolescentes a praticar uma vida saudável , destacam-se a promoção do aumento da atividade física e o incentivo à hábitos alimentares saudáveis.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Circunferência abdominal, o que ela pode predizer?

A fita métrica virou uma ferramenta indispensável no exame clínico da obesidade. Ela é usada para aferição da circunferência abdominal, medida que reflete o depósito de gordura visceral (gordura que envolve os órgãos da cavidade abdominal). O acúmulo de gordura nessa região está fortemente associado ao aparecimento de doenças como diabetes, doenças cardiovasculares e hipertensão arterial, independentemente de outros indicadores clínicos.
A circunferência abdominal é medida sobre a cicatriz umbilical com o auxílio de uma fita métrica inelástica. Segundo a Federação Internacional de Diabetes, é classificada em: Risco aumentado de complicações metabólicas (≥90cm para homens e ≥ 80cm para mulheres) . Estudos tem mostrado que valores de circunferência abdominal acima da faixa de normalidade pode aumentar em até duas vezes o risco de morte prematura e que para cada 5 cm acima da normalidade, o risco de morte prematura aumenta em 17% nos homens e 13% nas mulheres. Estas conclusões determinam a relação entre o excesso de gordura abdominal e condições de saúde inadequada, mesmo em pessoas com um Índice de Massa Corporal considerado aceitável.
Por isso, evite o ganho de peso com uma alimentação saudável e praticando exercício regularmente.

domingo, 4 de outubro de 2009

Tem excesso de peso aí???

Algumas pessoas estão sempre querendo perder peso. Mas como saber se seu peso está adequado para sua estatura? Uma maneira simples de verificar é usando o Índice de Massa Corporal (IMC) obtido através de um cálculo matemático simples: seu peso corporal dividido pela sua estatura ao quadrado. Por exemplo, para uma mulher cuja estatura é 1,60m e o peso 65kg, o resultado é: 65 dividido por (1,60x1,60) que é igual a 25,4Kg/m2. Um IMC menor que 19 pode indicar baixo peso para sua estatura, de 19-25 indica uma distribuição corporal adequada, entre 25-30 podemos considerar excesso de peso e mais de 31 obesidade. Fácil! Faça o teste.
Então, para manter o corpinho em forma sem muito sacrifício basta uma alimentação equilibrada, exercícios regulares e muito bom humor.

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