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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Sindrome metabólica e microcirculação

A obesidade combinada com a má alimentação e falta de atividade física regular (Sindrome metabólica) faz com que os vasos sanguíneos de indivíduos com este perfil se fechem com o passar dos anos.
O processo pode prosseguir até o desaparecimento parcial desses vasos, comprometendo de forma significativa a microcirculação do fluxo sanguíneo.
Dependendo do excesso de gordura, os microvasos podem entupir e "secar", gerando pane no sistema circulatório responsável pelo transporte e distribuição do sangue nos tecidos e órgãos.
Essas alterações na microcirculação estão envolvidas, na origem, no que chamamos de lesões de órgãos-alvo [coração, cérebro e rins], ocasionando complicações nestes órgãos nobres do nosso organismo, como insuficiência cardíaca, renal e lesões cerebrais.
A conclusão é de um estudo realizado em parceria pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
Para previnir tudo isso é só praticar exercício regularmente e ter uma alimentação equilibrada. Na dúvida de como começar, procure ajuda de um profissional especializado no assunto.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Ministério lança banco virtual de doadores de sangue

O Ministério da Saúde lança nesta quarta-feira (23) uma nova ferramenta de incentivo à doação de sangue, em sua página do Facebook, o Banco de Doadores virtual, em comemoração ao Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue (25). O aplicativo terá a missão de agregar e cadastrar doadores de sangue em todo o Brasil. Com de celebração do dia é “Essa corrente precisa de você. Doe sangue”, a Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados pretende aumentar a doação voluntária.
Segundo o coordenador-geral, Guilherme Genovez, a proposta tem o objetivo de divulgar a importância da doação de sangue no cotidiano das redes sociais. “Esta é mais uma ferramenta para a campanha, temos que usar as redes sociais para mobilizar e engajar as pessoas que apóiam a causa. Precisamos fazer com que a ideia seja multiplicada e alcance o maior número de candidatos virtuais, para que depois estes efetivem sua doação concretamente nos serviços de hemoterapia”, explica.

Fonte: Portal da Saúde

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Personal diet

Já ouviram falar em Personal Diet?
O Personal diet é o profissional de nutrição que trabalha focando suas necessidades nutricionais, de forma completamente individualizada.
O diferencial é que você não precisa ir até ele, ele vai até você e faz um trabalho complementar. Pois além do planejamento nutricional, ele também vai a sua casa e orienta a organizar geladeiras e dispensas, faz visita guiada a supermercados e hortifrutis ensinando como comprar, o que comprar e como otimizar esse processo, também ensina (na sua própria cozinha) a reduzir o valor calórico das preparações, a base da culinária light... Enfim, ajuda você e sua família a ter hábitos alimentares mais saudáveis.
Se quiser saber mais e conhecer melhor os serviços oferecidos pelo Personal diet conheça o Mova Saúde, uma empresa especializada em nutrir sua vida!!!
Conheça nosso site (http://www.movasaude.com.br/) Você vai se surpreender!!!!


sábado, 1 de outubro de 2011

Anvisa estabelece novas regras para fórmulas infantis

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou no dia 21 de setembro de 2011 novas resoluções para atualizar as normas brasileiras para a fabricação de fórmulas infantis, destinadas à alimentação de lactentes e crianças na primeira infância.
As novas regras foram criadas com base na atualização das normas do Codex Alimentarius e revisão técnica dos critérios da composição nutricional dos produtos em relação aos limites mínimos e máximos de vitaminas e minerais que serão permitidos nas fórmulas infantis. Além disso, ficou estabelecido que determinadas substâncias, como a gordura hidrogenada e o mel estarão proibidos nas fórmulas destinadas às crianças com menos de um ano de idade.

Assim, foram criadas quatro normas:
  • A primeira é a RDC 43/2011 - Regulamento técnico para fórmulas infantis para lactentes, com o objetivo de estabelecer os requisitos mínimos de identidade, composição, qualidade e segurança a que devem obedecer as fórmulas infantis para lactentes (zero a seis meses de vida).
  • A segunda resolução é a RDC 44/2011 - Regulamento técnico para fórmulas infantis de seguimento para lactentes e crianças de primeira infância, que se aplica às fórmulas infantis na forma líquida ou em pó para satisfazer as necessidades nutricionais de lactentes a partir do sexto mês e de crianças de primeira infância sadias.
  • A terceira resolução é a RDC 45/2011 - Regulamento técnico para fórmulas infantis para lactentes destinadas a necessidades dietoterápicas específicas e fórmulas infantis de seguimento para lactentes e crianças de primeira infância destinadas a necessidades dietoterápicas específicas. Esta resolução se aplica às fórmulas destinadas a atender, quando necessário, as necessidades nutricionais de lactentes e/ou crianças de primeira infância, decorrentes de alterações fisiológicas e/ou doenças temporárias ou permanentes e/ou para redução de risco de alergias em indivíduos predispostos. Ou seja, é destinado a crianças que apresentem restrições alimentares especiais, como alergia à proteína ou intolerância à lactose.
  • A quarta é a RDC 46/2011 - Sobre aditivos alimentares e coadjuvantes de tecnologia para fórmulas infantis destinadas a lactentes e crianças de primeira infância, em que especifica quais são os aditivos que podem ser utilizados com segurança nas fórmulas infantis. 
Também estão estabelecidas novas frases que devem estar presentes nos rótulos de alimentos. Por exemplo, em produtos que contenham probióticos, deve constar: “Este produto contém probióticos e não deve ser consumido por lactentes prematuros, imunocomprometidos (com deficiências no sistema imunológico) ou com doenças do coração".
A Anvisa destaca que as fórmulas infantis não substituem o leite materno e, portanto, só devem ser utilizadas na alimentação de crianças menores de um ano de idade, com indicação expressa de médico ou nutricionista.
 
Referência(s): Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Alimentos para lactentes e crianças ganham novas regras. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/wps/portal/anvisa/anvisa/home. Acessado em: 23/09/2011.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Panelas antiaderentes fora da cozinha.

Sabe-se que o polímero que não deixa os alimentos grudarem pode ser prático na cozinha, mas é prejudicial à saúde. Há vários anos cientistas vem alertando sobre os potenciais perigos das panelas antiaderentes, com estudos demonstrando o possível potencial cancerígeno das mesmas. Contudo, até agora os estudos não foram conclusivos.
Um trabalho de pesquisa da Agência de Proteção Ambiental norteamericana (EPA) reacendeu a discussão ao relacionar o polímero PTFE (politetrafluoretileno), responsável pela antiaderência de algumas panelas (aquelas de cor cinza-escuro), à ocorrência de câncer de fígado em animais. A informação foi relatada por Késia Diego Quintaes, autora do livro "Por Dentro das Panelas" (Editora Varela) .
Ainda que os cientistas não estejam certos dos efeitos causados em seres humanos, não custa prevenir.
A professora explica que o PTFE é bastante resistente a agentes químicos, como os produtos de limpeza, mas pode reagir com as proteínas contidas nos alimentos e entra em processo de decomposição em temperaturas maiores do que 250º C. Dessa maneira, o uso de panelas revestidas com o material não é indicado para preparar frituras nem para assar alimentos no forno, uma vez que ambas as situações propiciam altas temperaturas. Pelo mesmo motivo, não é aconselhável aquecer o utensílio vazio sobre a chama do fogão. Evite também cozinhar alimentos com alto teor de proteínas. "Use a panela somente para preparar arroz,  molhos e ensopadosos", sugere a especialista. A outra opção é substituir as mesmas por panelas de vidro ou inox.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Segredos do adoçante culinário.

    O adoçante culinário pode ir ao forno e fogão sem perder as suas características, o seu poder adoçante, nem deixar o retrogosto amargo, substituindo o açúcar. Porém, nas receitas o açúcar não tem apenas a função de adoçar, mas também de dar volume, textura e cor às preparações.
    Desta forma, ao utilizar o adoçante culinário em receitas tradicionais que indicam o uso do açúcar, siga algumas dicas para ter um melhor resultado:
• A indicação de uso do adoçante granular na mesma proporção que açúcar refere-se ao volume: uma colher para uma colher; uma xícara para uma xícara, mas não equivale em peso. Para receitas que indiquem a quantidade de açúcar em gramas, é necessário converter pelo índice 1/10.
• Quando a receita indicar bater todos os ingredientes juntos, bata por mais tempo, para que haja adequada homogeneização dos ingredientes e incorporação de ar.
• Nas massas, sempre bata o adoçante com a manteiga para que haja incorporação de ar, resultando em melhor textura da preparação.
• As preparações feitas com adoçantes não terão a mesma cor se comparadas às receitas com açúcar, pois este carameliza. Para melhorar a aparência, você pode adicionar à receita cacau, canela, essência de baunilha ou outros ingredientes que dêem cor.
• O tempo de cocção de receitas com adoçante, em geral, é menor que o das receitas com açúcar. Para bolos, a redução do tempo de cocção é, em média, de 7 a 10 minutos e para biscoitos de 1 a 2 minutos. Em caldas e molhos, o cozimento também será mais rápido, pois não haverá caramelização (nestas preparações não é possível atingir a mesma consistência que nas receitas com açúcar).
• Em cookies, brownies e muffins, para cada xícara de adoçante, adicione meia colher (sopa) de bicarbonato de sódio.
• Para polvilhar bolos e tortas, você pode misturar para cada 5 colheres (sopa) de adoçante, 1 colher (sopa) de amido de milho, passando a mistura por uma peneira fina.
Substituindo o açúcar por adoçante e seguindo essas dicas você pode obter ótimos resultados e saborear preparações mais leves. Tenha doces momentos sem culpa! Mas cuidado, consuma sempre com moderação.

Referência: Dicas retiradas do livro ’A vida pode ser doce’ da Linea.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

31 de Agosto - Dia do nutricionista!!!

Conselho da nutricionista: Nutra-se, movimente-se, pense leve, sinta bem-estar e disfrute a vida.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Benefícios do exercício para saúde.

Todo mundo já sabe que o exercício físico regular faz a barriga ficar sequinha, o bumbum durinho e as pernas torneadas, mas esses não são os únicos benefícios proporcionados pelo exercício. Além de melhorar a aparência física, a sua prática ajuda a melhorar a saúde como um todo.
Segundo um estudo realizado com 4 mil pessoas pelo The Internecional Journal of Clinical Practice, foi observado que o exercício regular pode proporcionar:
- Melhora dos sistomas de depressão;
- Redução em até 30% do risco de sofrer um declínio cognitivo;
- Redução da pressão sistólica de 5 a 10 mmHg
- Melhora no controle dos sintomas da síndrome do intestino irritável;
- Aumento da densidade óssea (principalmente exercícios de alto impacto);
- Redução do risco de desenvolver câncer em 16%.
Dentre outros vários benefícios...
Precisa mais motivos para sair do sedentarismo? Aproveite o fim de semana para a começar a se mexer!!!! Vale caminhada no parque, bicicleta ao ar livre, pular corda, dançar com os amigos e até academia no sábado!!! Animem-se!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Conhecendo e desmistificando os hormônios BIOIDÊNTICOS

                               
Hormônio Natural: O termo natural diz respeito a uma substância retirada da natureza que não passa por nenhum processo de transformação industrial e pode ser de origem vegetal, animal ou mineral.
Hormônio Sintético: O termo sintético refere-se a uma substância que passou por um processo industrial de síntese, transformação ou modificação em sua estrutura química.
Obs.: Desse modo, os termos natural e sintético referem-se à origem ou à fonte de uma substância e não estão relacionados a sua estrutura química.
Hormônio Bioidêntico: O termo bioidêntico refere-se a uma substância cuja estrutura molecular é exatamente idêntica à dos equivalentes produzidos pelo nosso próprio organismo, independentemente da fonte da qual se origina (assim pode ser natural ou sintética).
Alguns exemplos: 
•Estrógenos conjugados (PremarinR) - Substância extraída da urina de éguas prenhes com ação hormonal. É uma substância natural, mas não, bioidêntica, porque refere-se aos hormônios produzidos pelas éguas e não pelos seres humanos.
•Acetato de medroxiprogesterona (ProveraR) - Substância obtida por síntese química na indústria. É, portanto, sintética, mas não é bioidêntica.
•Isoflavona de soja - Fitohormônio extraído da soja, de origem natural e com alguma atividade hormonal. No entanto, não é bioidêntico aos hormônios humanos.
•Estradiol, estrona, estriol, DHEA, pregnenolona, progesterona, testosterona, tiroxina, triiodotireonina - São hormônios bioidênticos aos produzidos pelo organismo humano, independentemente da fonte da qual se originam (natural ou sintética).
•Terapia de Modulação Hormonal Bioidêntica (TMHB) - Refere-se ao uso apenas de hormônios bioidênticos, no lugar de substâncias estranhas ao organismo humano.

Considerando que a atividade de um hormônio é determinada em parte pela sua estrutura química, que possibilita a ligação deste no que chamamos de sítio de ação específico dentro do organismo, como se fosse num sistema de chave-fechadura pode-se concluir que, ao serem utilizadas substâncias quimicamente diferentes, esta ligação fica prejudicada podendo nem ocorrer e estas substâncias podem não exercer o efeito esperado.
Por outro lado, ao utilizarmos hormônios quimicamente iguais aqueles que por variados motivos o organismo humano deixou de produzir ou reduziu a produção, a chance desta ligação ocorrer aumenta consideravelmente e consequentemente aumenta também o efeito hormonal. Assim é possível devolver ao organismo a função do hormônio efetivamente carente.
Ainda seguindo nessa linha de raciocínio, podemos deduzir também, que da mesma forma que uma substância dentro do organismo tem um efeito, também deverá ser transformada e/ou eliminada, e nosso organismo é “programado” para fazer isto com as substâncias que reconhece. A transformação de uma substância não reconhecida como um medicamento ou um hormônio não-bioidentico pode gerar substâncias nocivas e prejudiciais que conferem o que conhecemos por efeitos adversos indesejáveis.
Conclusão, podemos assegurar que, a utilização de hormônios totalmente bioidênticos, quando devidamente determinada pelo médico, a necessidade da reposição ou modulação hormonal (termo preferido atualmente), proporciona ao paciente maior eficácia e segurança, com menor incidência de efeitos indesejáveis.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Alimentos orgânicos.

Os alimentos orgânicos são aqueles que utilizam, em todos seus processos de produção, técnicas que respeitam o meio ambiente e visam a qualidade do alimento. Desta forma, não são usados agrotóxicos nem qualquer outro tipo de produto que possa vir a causar algum dano a saúde dos consumidores.
Na agricultura, por exemplo, utiliza-se apenas sistemas naturais para combater pragas e fertilizar o solo. Embora apresentem praticamente as mesmas propriedades nutricionais dos alimentos inorgânicos, os orgânicos apresentam a vantagem de seres mais saudáveis, pois não possuem agrotóxico.
Quanto à produção de carnes e ovos, os animais são criados sem a aplicação de antibóticos, hormônios e anabolizantes. Pesquisas demonstram que estes produtos podem provocar doenças nos seres humanos, quando consumidos por muito tempo. Logo, as carnes e ovos orgânicos são muito mais saudáveis.
Características dos alimentos orgânicos:
- Possuem 20% a menos de água e por isso os nutrientes estão mais concentrados.
- São menores do que os convencionais porque não recebem aditivos. (nem sempre, depende da cultura e disponibilidade de nutrientes)
- Têm sabor e coloração mais acentuados.
Benefícios e Vantagens:
- Os alimentos são mais saudáveis, pois são livres de agrotóxicos, hormônios e outros produtos químicos;
- São mais saborosos e ricos nutricionalmente;
- Sua produção respeita o meio ambiente, evitando a contaminação de solo, água e vegetação;
- A produção usa sistemas de responsabilidade social, principalmente na valorização da mão-de-obra.
Desvantagem:
A única desvantagem é que são mais caros do que os convencionais, pois são produzidos em menor escala e os custos de produção também são maiores.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Síndrome do Intestino Irritável.

Dor abdominal, diarréias frequentes, constipação, gases, e ainda, depressão ou ansiedade? Você pode ter a chamada Síndrome do Intestino Irritável. Aprenda o que é e o que fazer para lidar com ela.
A síndrome do intestino irritável é um distúrbio intestinal funcional comum caracterizada por desconforto abdominal recorrente e função intestinal anormal. O desconforto freqüentemente se inicia após a alimentação e desaparece após a evacuação. Os sintomas podem incluir cólicas, náuseas, distensão abdominal, gases, constipação, diarréia e uma sensação de evacuação incompleta. Pode estar associado a graus variados de depressão ou ansiedade.
A causa da síndrome do Intestino Irritável (SII) não é bem conhecida e, portanto, não se sabe como, a partir de um certo momento, uma pessoa passa a apresentar os sintomas. No passado, achava-se que o problema era puramente emocional. Hoje, sabemos que o intestino tem um segundo cérebro representado por mediadores e um sistema nervoso próprio. Sabemos também que a região do hipotálamo no cérebro, entre outras funções, é responsável pelo impulso das emoções e tem ligação direta com o sistema nervoso autônomo simpático e parassimpático. Sabemos, ainda, que o principal nervo do sistema parassimpático, o nervo vago, enerva todo o tubo digestivo. Ele estimula a secreção de ácido, de enzimas, de fatores digestivos e coordena a movimentação do intestino. Além disso, há cerca de cinco anos, descobriu-se que existem hormônios e receptores para esses hormônios localizados no tubo digestivo, similares àqueles encontrados no sistema nervoso central e que são chamados de encefalinas, por analogia a encéfalo (cérebro). Portanto, o tubo digestivo possui enervação própria e hormônios que regulam sua motilidade e capacidade de secretar. Tudo isso nos permite afirmar que existe relação direta entre a emoção integrada no hipotálamo e a motilidade do intestino.
Os indivíduos com síndrome do intestino irritável com predomínio de diarréia apresentam mais de três evacuações/dia, fezes líquidas e/ou pastosas e necessidade urgente de defecar. As evacuações não costumam ocorrer à noite, durante o sono, ao contrário das diarréias de causa orgânica. Não há sangue nas fezes (com exceção dos casos de fissura ou hemorróidas), mas pode haver muco.
Já os com predomínio de constipação (intestino preso) evacuam menos de três vezes/semana, as fezes são duras e fragmentadas (fezes em "cíbalos" ou "caprinas"), e realizam esforço excessivo para evacuar (evacuações laboriosas). A constipação pode durar dias ou semanas e obrigar o paciente a fazer uso de laxantes em quantidades cada vez maiores, o que a agrava ainda mais a doença. Dor abdominal acompanha a gravidade da constipação e tende a aliviar com eliminação de fezes, porém é freqüente a queixa de uma sensação de evacuação incompleta, o que obriga o paciente a tentar evacuar repetidas vezes.
A maioria das pessoas com SII comenta sobre distensão abdominal, eructações e flatulência freqüentes e abundantes. São sintomas inespecíficos e são atribuídos ao excesso de gás intestinal. Entretanto, estudos quantitativos do volume gasoso intestinal em pacientes com SII revelam que a maior parte deles tem volumes normais de gás. Porém, mínimas distensões intestinais provocadas geram esses sintomas, sugerindo uma diminuição (congênita ou adquirida) do limiar de tolerância à distensão.
Certos alimentos são mal tolerados pelas pessoas com SII. A confecção de um diário alimentar correlacionando sintomas com os alimentos ingeridos previamente pode ser capaz de detectar alimentos desencadeantes.
Algumas pessoas têm uma tolerância diminuída ao leite e derivados o que pode desencadear a diarréia. Para essas pessoas a diminuição da ingestão desses alimentos pode melhorar os sintomas. O uso de bebidas gaseificadas pode levar gás aos intestinos e causar dor abdominal.
Comer ou beber rapidamente, mascar chicletes, fumar, inspirar ar pela boca quando nervoso pode levar a algumas pessoas a engolir grandes quantidades de ar, os gases também podem ser produzidos por certos alimentos como feijões, cebolas, brócolis, repolho, uva e ameixa. Comer mais lentamente ou minimizar os alimentos formadores de gases pode ser útil.
Uma vez que a cafeína pode aumentar a motilidade intestinal, as pessoas com a síndrome deveriam evitar ou minimizar o uso de bebidas que contém cafeína como o café e colas cafeínadas.
Por outro lado, aumentar o conteúdo de fibras na dieta pode ajudar a regular a atividade intestinal e reduzir tanto a constipação como a diarréia. Mas atenção!! Fibras solúveis são as que formam e compactam o bolo fecal. Normalmente, são encontradas em polpas de frutas e em alguns cereais. Já as insolúveis formam o bolo fecal, mas não têm o poder de compactá-lo. Funcionam mais como laxante e estão presentes nas cascas das frutas e de cereais e em todas as verduras. De acordo com a tendência a apresentar constipação ou diarréia, os portadores da síndrome do intestino irritável serão orientados a ingerir mais fibras solúveis ou mais fibras insolúveis.
Se fontes modificáveis de estresse podem ser descobertas, resolvê-las pode ajudar.
Exercícios regulares também podem ajudar a normalizar a função intestinal.
E não despreze o benefício que a psicoterapia e outras técnicas terapêuticas (relaxamento, por exemplo) podem trazer aos portadores da síndrome.
Então, se você sente algo parecido procure um médico especialista já. Não é necessário conviver com esses sintomas.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Hiperplasia prostática benigna.

A hiperplasia prostática benigna (aumento da glândula prostática) é o tumor benigno mais comum entre os homens. Normalmente aparece após os 40 anos e pode acometer até 80% dos homens. Este aumento da glândula pode ser sinalizado com o aumento da frequência  urinaria e a sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.
O tratamento clínico pode ser feito por meio de alterações do estilo de vida ou com medicação. Se os pacientes não responderem bem a esses tratamentos, a cirurgia pode ser indicada. A mais nova técnica que chega ao Brasil é o procedimento cirúrgico green light laser, que tem apresentado resultados tão eficientes quanto os métodos tradicionais, com vantagens em relação ao tempo de internação, menos dor e melhor recuperação pós-operatória. A fibra de laser é introduzida pela uretra, por meio de um instrumento acoplado a uma câmera de vídeo que permite a visualização do procedimento.
O laser então é direcionado para o tecido da próstata, que vai sendo literalmente vaporizado pela ação do raio verde. Além disso, apresenta um mínimo de sangramento, porque, ao mesmo tempo em que vaporiza a próstata, realiza a cauterização dos vasos sanguíneos, evitando sangramento durante todo o processo.
Se a hiperplasia benigna da próstata não for tratada, o aumento do volume da próstata pode abrir espaço para uma série de problemas, como retenção urinária, presença de cálculos na bexiga, infecções urinária de repetição e sangramento.
Para prevenir o surgimento dos sintomas, nada de vergonha, vá ao médico regularmente.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Feminilidade e ciclicidade das mulheres.

Um dia você acorda mal humorada. Olha-se no espelho e sente-se horrorosa. Olhos fundos, pálpebras inchadas. A pele está oleosa e, apesar de ter mais de trinta anos, algumas espinhas estão surgindo. Os seios e o abdômen estão bem maiores do que ela julga ser “seu normal”. Sente-se “gorda”, cansada e seu apetite parece insaciável. Tem desejos por doces e chocolates. As roupas não lhe caem bem, parece que tudo aperta. No trabalho, o serviço não rende. As horas parecem não passar, não vê a hora de voltar para casa e se deitar. Está irritada com tudo e muito sensível, chorando com facilidade. Apesar de não se sentir bem, se uma amiga lhe pede apoio, a acolhe e sensibiliza-se com seu problema, pois está aberta e sensível aos problemas alheios.
E... Dez dias depois, você parece outra mulher: acorda bem disposta, admira-se no espelho sentindo-se bonita. A pele está luminosa, os cabelos sedosos. O inchaço desapareceu por completo, parece mais magra. Está alegre, bem humorada. Sente vontade de sair, rende mais no trabalho. Tem vontade de namorar. Se a amiga lhe pede apoio, sua reação poderá ser bem diferente: não está com disposição para acolher, nem para chorar junto. Mas pode estimular a amiga a reagir, uma vez que está bastante animada.

Você se identifica com essas alterações? Pois é, o que parecem ser relatos de mulheres diferentes são apenas dois momentos distintos do ciclo de uma mesma mulher. No primeiro relato, está no período pré-menstrual, enquanto que no segundo está entre a menstruação e a ovulação. Assim como as fases da Lua, as marés e as estações do ano, a natureza da mulher é cíclica, mutável.
A influência dos hormônios no comportamento humano está longe de se limitar à adolescência, principalmente nas mulheres, que estão mais propícias às flutuações hormonais, durante a fase menstrual e também como parte do processo de envelhecimento, que são responsáveis por oscilações mais suaves ou intensas das emoções.
Todo mês, quando vai chegando a TPM (tensão pré-menstrual), a mulher sente na pele a interferência das alterações hormonais. Nos primeiros 15 dias do ciclo menstrual, o erotismo e a feminilidade ficam mais evidentes. Mas, conforme os dias vão passando, a mulher se torna mais sensível e irritadiça. Essa oscilação de humor acontece devido ao aumento do hormônio progesterona que ocorre na segunda fase do ciclo menstrual.
As alterações na menopausa são sempre mais intensas. Em geral, são piores nos primeiros anos da menopausa e tendem a se amenizar com o tempo. As principais mudanças são depressão, irritabilidade, calores noturnos, falta de libido, diminuição da lubrificação da pele e da vagina, dores musculares e articulares.
Fatores com estresse podem causar picos hormonais incomuns, o que leva a mudança completa do humor feminino. Para evitar mudanças bruscas no humor feminino o ideal é manter uma vida equilibrada e realizar exercícios físicos aeróbicos regulares. Sabe-se que a prática dos exercícios, além de aliviar o estresse, mantém os níveis hormonais mais estáveis, evitando as alterações bruscas de humor.
Aceitar a ciclicidade determinada pelos hormônios femininos não significa que somos escravas ou marionetes regidas por condições bioquímicas! Ao contrário, conhecer melhor a si mesma e suas flutuações psicoemocionais, permite ter mais controle sobre o próprio comportamento. Isso ocorre porque o fato de tomarmos consciência das condições hormonais e das naturais limitações fisiológicas é o suficiente para diminuirmos a auto-cobrança e, conseqüentemente, a frustração! Assim, aceitar que o feminino é cíclico e mutável é um passo fundamental para viver bem com sua feminilidade e seu corpo, desfrutando das vantagens de cada fase do ciclo e minimizando as desvantagens.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Teste de sexagem fetal.

A gravidez provoca apenas leves sensações. O embrião mal foi promovido a feto. Nada ainda de barriga. Mas as mães têm cada vez mais pressa em saber o sexo do futuro filho. Querem dar-lhe um nome, comprar enxoval e fazer planos. E agora fazem o teste da sexagem fetal, na oitava semana, cada vez mais popular. O exame já está sendo realizado em vários laboratórios pelo Brasil.
Após a grande descoberta do cientista chinês Y. Dennis Lo, de que no plasma materno existe DNA do feto, o biólogo molecular José Eduardo Levi, do Banco de Sangue do Hospital Sírio Libanês, realizou um estudo por seis anos para desenvolver o teste, que identifica fragmentos do cromossomo Y no sangue materno. A presença do cromossomo indica um menino e a ausência, uma menina. Simples assim!!!!
Funciona da seguinte forma: uma amostra de 5 mililitros do sangue da mãe é submetida a uma técnica chamada PCR (Polymerase Chain Reaction), que amplia em bilhões de vezes uma pequena porção do cromossomo Y. O resultado obtido tem 99% de eficácia.
O preço é salgadinho, cerca de R$ 330,00,  mas parece valer o alívio da curiosidade das mães (dos avós, dos tios...). A notícia boa é que, segundo minha cunhada preferida que está passando por esse momento divino, alguns planos de saúde cobrem até 75% do custo do exame, PERFEITO!!!!!
É... Falta pouco para saber se compro o sapatinho rosa ou azul! Mas... Enquanto isso... Vou comprando amarelinho!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Salmão no pacote: leve e sofisticado!

Preparo: Médio (de 30 a 45 minutos)
Rendimento: 4 porções
Dificuldade: Fácil
Calorias: 324 por porção

 Ingredientes:
. 2 colheres de sopa de azeite
. 1 cebola média bem picada
. 4 dentes de alho amassados
. 4 tomates cortados em cubinhos sem sementes e sem pele
. 500 g de cogumelo-de-paris cortado em fatias
. 3 colheres (sopa) de suco de limão
. 3 colheres (sopa) de coentro picado
. Sal e pimenta-do-reino a gosto
. 800 g de filé de salmão em 4 pedaços

Acessórios: 4 pedaços de papel-manteiga de 25 x 25 cm

Modo de preparo:
1. Unte uma frigideira antiaderente com azeite e leve ao fogo alto.
2. Junte a cebola, o alho,  o cogumelo e refogue por 3 minutos ao final acrescente o tomate e refogue por mais 1 minuto.
3. Adicione o suco limão e o coentro. Retire do fogo e tempere com sal e pimenta-do- reino.
4. Unte os pedaços de papel com azeite e coloque-os numa assadeira grande.
5. Sobre cada um ponha um filé e cubra com o  refogado.
6. Dobre o papel, feche bem para que o vapor da cocção se mantenha dentro do pacote e leve ao forno médio por 20 a 25 minutos.
7. Transfira os pacotes para pratos individuais e sirva em seguida.
Pode ser acompanhado por uma salada de folhas frescas.
Bom apetite!!!!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Resistindo às tentações: mamadeira, chupeta e leite não-materno

A amamentação demanda tempo, dedicação e desejo genuíno de se doar, além de muitas vezes dor, cansaço e exaustão. Requer disponibilidade, tranquilidade e um ambiente propício para que esta ação flua da melhor maneira possível. A mulher nesta fase encontra-se extremamente sensível, pois tudo envolve cuidado integral ao bebê e renúncia de si mesma. . É um tempo de adequações e desafios. O corpo precisa estar em sintonia física e emocional.
Pressão é o que não falta: da família e amigos, palpitando sobre os modos mais fáceis de alimentar e acalmar o bebê, de uma indústria alimentícia que oferece soluções rápidas e “eficazes”, do regresso ao mercado de trabalho quando o bebê completa quatro ou seis meses de vida estipulados pelas leis trabalhistas.
A mulher passa então a uma corrida cruel e desumana para que o seu bebê continue sendo alimentado e consolado durante a sua ausência. Para muitas mães, o fato de amamentar quando chega do trabalho pode ser demasiadamente exaustivo, pois além de mãe ainda é cuidadora do lar, profissional e mulher.
O bebê reage ao desmame abrupto, chorando e recusando o oferecimento de outras soluções para substituir o peito. Muitas mães não têm paciência para consolar o bebê neste momento difícil de sua vida, de ordenhar o seu leite, e de oferecê-lo à criança corretamente: por colher ou copinho, para que não haja confusão de bicos e para que o oferecimento do leite materno seja assegurado e contínuo.
Os maiores inimigos do aleitamento materno
O caminho menos tortuoso passa a ser a solução que gerará menos estresse para mãe e criança. A chupeta oferece a idéia do consolo imediato e uma poderosa arma para acalmar o bebê e proteger os ouvidos da mãe e de quem convive com ele.
A mamadeira é o acesso eficaz para que a criança aceite o alimento. É mais fácil, porque anula dele todo o esforço de sugar.
Por fim, a introdução do leite não-materno (fórmulas e de origem animal), já pronto, sem necessidade da ordenha, armazenamento, aquecimento e oferecimento ao bebê pelos meios considerados “mais difíceis e complicados”.

Toda esta sedução, somada à corrida contra o tempo de adaptação e volta ao trabalho e principalmente à escassez de apoio no que diz respeito ao oferecimento do leite materno principalmente em berçários, creches e escolas de educação infantil, levam a mãe a considerar que a amamentação pode ser realmente excluída da vida de seu bebê.
A eficácia imediata das fórmulas e leite animal e o ganho de peso do bebê fascinam a mãe com a idéia de que seu filho está sendo alimentado corretamente. E este é um fascínio tão poderoso que o fato de mais e mais crianças desenvolverem doenças respiratórias, alergias e obesidades passam desapercebidos por milhares de mães. A solução imediata ao problema traz segurança e consolo.

Temos que repensar a necessidade de se desacelerar o processo de inserção da criança à rotina da mãe. O fato de que é a criança, frágil e indefesa, que precocemente está se adequando à rotina do adulto e não o contrário.
É tempo de reavaliarmos todas essas tentações disponíveis e realmente exercermos o papel de mãe, de maternar e de amamentar os nossos filhos, pois, na vida do bebê, este é um momento único e insubstituível, e cabe a nós a responsabilidade de oferecer uma vida saudável e plena a esses pequenos.
Seja valente, amamente de forma natural!!!!!!!

terça-feira, 15 de março de 2011

Conte seus passos e emagreça.

Você já ouviu falar do pedômetro? É um aparelhinho que conta o número de passos. Alguns estudos comprovaram que esse dispositivo pode ajudar a emagrecer. Pesquisas realizadas pelas Universidades de Michigan e Wisconsin, nos Estados Unidos, mostraram que mulheres usuárias do pedômetro eliminaram 50 gramas de gordura por semana, sem fazer alterações na rotina.
Outro estudo realizado em São Paulo,também mostra resultados semelhantes. Nesta pesquisa, 50 pessoas usaram o pedômetro por seis meses e perderam, em média, 6 centímetros de circunferência abdominal.
 Mas como isso é possível? A explicação é que os voluntários, estimulados a aumentar o número de passos mostrados no visor do aparelho, acabaram trocando o elevador pela escada ou estacionando o carro mais longe, por exemplo.
O acessório ajuda a pessoa a ficar mais consciente de seus movimentos corporais e percebe que é possível, sim, aumentar o número de passos por dia com pequenas alterações em sua rotina, como levantar mais vezes para beber água, subir e descer escadas, caminhar na hora do almoço.
Quer experimentar? Primeiro anote a quantidade de passos dados para descobrir a sua média diária. A partir daí, estabeleça uma meta para aumentar o número de passadas. Geralmente, um sedentário dá até 5 mil passos por dia; um ativo, até 10 mil; e muito ativo, mais de 12,5 mil. Para emagrecer, é preciso ultrapassar os 14 mil passos diários. Esses números são baseados em um estudo realizado pela Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.
Ficou animada (o)? Então comece já sua caminhada e conte o número de passos por dia! Você vai emagrecer sem perceber! Boa sorte!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Remédios para emagrecer... Tire suas dúvidas!!

Depois que a Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) anunciou a intenção de proibir o uso de remédios para emagrecer, as dúvidas sobre esses medicamentos triplicaram. Todas as pessoas que vão começar a tomar (ou tomam) um remédio para emagrecer devem saber é que não existe fórmula mágica, e que nenhum remédio sozinho traz uma perda de peso satisfatória.
Segundo um recente relatório divulgado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes, os remédios para emagrecer devem ser usados, mas apenas em tratamentos médicos. O relatório elaborado pela Jife (Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes) incentiva o Brasil a continuar adotando todas as medidas necessárias para que os anorexígenos sejam utilizados unicamente para fins médicos, bem como para impedir que sejam utilizados de forma indevida e receitados indiscriminadamente.

O primeiro passo para entender a polêmica dos emagrecedores é saber mais sobre eles. Então vamos esclarecer as principais dúvidas sobre os tais remédios polêmicos.

1.Quais são os tipos de remédios para emagrecer? Como eles agem no organismo?
Existem três principais grupos de remédios para emagrecer: os anorexígenos, os sacietógenos e os inibidores de absorção de gorduras. Os medicamentos do primeiro grupo inibem o apetite, e tem em sua composição de substâncias conhecidas como anfetaminas. São exemplos deles a anfepramona, o femproporex e o manzidol. Atualmente, os especialistas utilizam essa classe apenas quando as outras duas não obtiveram sucesso, já que ela apresenta mais riscos de efeitos colaterais.
O segundo grupo (sacietógenos) reúne os medicamentos que agem no estímulo da sensação de saciedade, ou seja, o indivíduo sente fome, mas com uma porção menor de alimentos fica satisfeito, parando de comer mais cedo. A sibutramina é a mais conhecida do grupo, e que pode ter ação secundária para o emagrecimento: o aumento do gasto energético.
O terceiro grupo é o dos inibidores da absorção de gordura, representado apenas pelo Orlistat e o Cetilistate. Não restringe o apetite, pois não atuam no cérebro ou no sistema nervoso. Eles atuam na inibição da absorção intestinal de cerca de 30% da gordura ingerida. Com um bom controle de ingestão de gorduras, podem representar uma ajuda significativa, mas, ao comer demais, a tendência é não perder peso, porque os 30% de gorduras que deixam de ser absorvidas podem não ser uma deficiência calórica suficiente para a perda de peso.

2.Em que casos eles devem ser usados? Eles são válidos tanto para sobrepeso como para a obesidade?
Todos os tipos de medicamentos para emagrecer só devem ser usados quando a adoção de uma alimentação mais saudável e a prática de exercícios físicos não mostraram resultado na perda de peso. Quando o índice de massa corpórea (IMC) continua superior a 29,9 após o tratamento com reeducação alimentar, é indicado o uso de remédios para ajudar no processo de emagrecimento. Para descobrir o índice de massa corpórea, basta dividir o seu peso em quilogramas pelo quadrado de sua altura.
Tabela de IMC segundo a Organização mundial da saúde
Abaixo do peso - abaixo de 18,5
Normal - de 18,6 a 24,9
Sobrepeso (pré-obesidade) - de 25 a 29,9
Obesidade leve- 30 a 34,9
Obesidade moderada - 35 a 39,9
Obesidade grave ou mórbida - acima de 40

3.Quais são os possíveis efeitos colaterais?
Mesmo que esses remédios sejam seguros se usados da maneira correta, eles podem causar uma série de efeitos colaterais. Cada tipo de medicação contra obesidade tem efeitos colaterais específicos, que também variam de acordo como metabolismo de cada individuo.
Os anorexígenos (anfepramona, femproporex, mazindol), podem causar irritabilidade, insônia ou sono superficial, tremores, depressão ou se alternam períodos de estímulo com períodos de depressão, aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca. Todos esses efeitos estão ligados ao sistema nervoso e cardiovascular, áreas onde os anorexígenos têm efeito.
Já os sacietógenos, que aumentam a sensação de saciedade, normalmente apresentam efeitos colaterais mais suaves que os anfetamínicos, causando insônia ou sono superficial, agitação, irritabilidade (que não é um sintoma frequente). Mesmo assim a sibutramina, que se enquadra nesse grupo, foi proibida de ser comercializada nos Estados Unidos e na Europa por que os órgãos responsáveis alegaram que o medicamento acelera a frequência cardíaca, provocando arritmias em quem já tem a propensão de doenças cardíacas. No Brasil, a sibutramina foi enquadrada na categoria de remédio controlado.
Os inibidores da absorção de gorduras apresentam efeitos colaterais principalmente se a ingestão de gorduras for exagerada. É como um sinal vermelho. A pessoa apresentará diarreia com fezes pastosas ou líquidas, podendo até eliminar gotas de gorduras depois de refeições mais pesadas. Por isso, mesmo tomando remédios para emagrecer, é preciso ter uma alimentação balanceada e saudável.

4.Crianças com quadro de obesidade podem tomar remédios para emagrecer?
A indicação de remédios para emagrecer deve ser restrita, sendo prescrita nos casos em que a obesidade se tornou um fator de risco. A reeducação alimentar e a prática de atividades físicas normalmente sozinhas conseguem trazer uma melhora considerável na saúde de crianças obesas e adolescente com menos de 16 anos. No entanto, às vezes o uso de remédios é necessário. O uso de Oslistat, um tipo de remédio que diminui a absorção de gordura pelo intestino, já foi testado e aprovado em crianças. Já os medicamentos que agem no sistema nervoso central ainda não têm total aprovação em crianças e adolescentes. E não é à toa. Se eles já provocam efeitos desagradáveis no corpo de um adulto, imagine para as crianças.

5.Esse tipo de remédio tem alguma contra-indicação?
Por causar alterações no funcionamento do sistema nervoso e do sistema cardiovascular, os remédios anorexígenos e os sacietógenos não devem ser usados por pessoas com hipertensão arterial descompensada, arritmias cardíacas, diabetes do tipo 2, doenças psiquiátricas (depressão e transtornos do humor, impulsos compulsivos) e glaucoma.
Mesmo que as principais contra-indicações estejam relacionadas aos sacietógenos e aos anorexígenos, os remédios que diminuem a absorção de gorduras também apresentam um grupo de risco, que são os pacientes com doenças inflamatórias intestinais.

6.O uso prolongado pode causar dependência (física ou psicológica)?
Mesmo que o grau de dependência seja baixo (possuem nível um em uma escala que vai até quatro), os medicamentos para emagrecer podem causar dependência física e psicológica se forem usados por um período muito longo, (mais de quatro meses sem novas avaliações). Como esses medicamentos só devem ser usados em último caso e ainda sim como apoio a um programa de reeducação alimentar e prática de atividades físicas, depois que o paciente não se encontra mais em um quadro de obesidade, o uso dos remédios deve ser interrompido.

7.Eles precisam ser tomados constantemente para que o peso se mantenha sob controle?
Na verdade, eles devem ser usados por um período curto, (o médico faz uma nova avaliação mensal se o remédio continua necessário), para não provocar nenhum grau de dependência. Os medicamentos para perder peso devem fazer parte do tratamento para perder peso, e não para mantê-lo baixo. A manutenção da boa forma deve ser feita a partir de uma alimentação saudável e de prática de exercícios físicos. Caso contrário, as chances de recuperar o peso novamente são enormes. É o famoso efeito sanfona.

8.Se parar de tomar engorda o dobro?
Quem emagrece com ajuda de medicamentos que agem no sistema nervoso central realmente recuperam todo a gordura perdida se não se preocupam com a alimentação e com a prática de atividades físicas após o fim do tratamento.

9. É perigoso tomá-los e fazer exercícios intensos por causa da frequência cardíaca?
Assim como a alimentação, a prática de exercícios físicos deve ser controlada após a prescrição de remédios para emagrecer. Usualmente os educadores físicos sugerem o teste de esforço antes de iniciar a atividade física. O ideal é que se mantenha um acompanhamento das variações da frequência cardíaca para diagnosticar quaisquer alterações.

10. Seus resultados são melhores do que a reeducação alimentar e a prática de exercícios físicos?
O uso da medicação apenas pode facilitar a perda de peso, mas, se não houver mudanças do estilo de vida há chances de retomada do peso perdido. O remédio sozinho não irá trazer resultados positivos. É preciso controlar a alimentação e praticar atividades físicas juntamente com a medicação para conseguir perder peso.

11. Ao passar do tempo o corpo acostuma com o remédio e com as dosagens? Quem toma remédio por muito tempo tem mais dificuldade de emagrecer sem ele depois?
Com o passar do tempo, especialmente com as anfetaminas, o organismo pode desenvolver tolerância, ou seja, necessitar do aumento da dose para que o efeito seja o mesmo. Muito provavelmente quem se torna um dependente químico de anfetaminas, espera um jeito fácil de perder peso, sem o comprometimento com a reeducação alimentar e exercícios físicos, o que dificulta a sustentabilidade do peso perdido.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Problemas com a tireoide? Saiba um pouco mais sobre esta glândula.

As mulheres são o público-alvo dos principais problemas que afetam a tireoide. Para cada dez diagnosticadas com hipotireoidismo, apenas um homem tem a doença. Não há consenso sobre o porquê dessa predominância no sexo feminino, mas sabe-se que a incidência de problemas na tireoide cresce à medida que você passa dos 30 anos, devido às oscilações hormonais. As causas muitas vezes têm origem genética, mas é bom saber que o estilo de vida e a alimentação têm papéis cada vez mais importantes nessa história.

A tireoide fica no pescoço, logo abaixo do pomo-de-adão, que costuma ser mais saliente nos homens. É ela que regula o fornecimento de energia para que seu corpo não pare. A tireoide produz os hormônios T3 (triidotironina) e T4 (tiroxina), que controlam a atividade dos órgãos vitais e interferem no peso, no ciclo menstrual, no raciocínio, no trabalho do intestino e na força muscular. Ganhar peso por causa da tireoide pode acontecer, mas nem sempre. A glândula é regida pela hipófise, que secreta hormônios para todo o organismo. Um deles é o TSH, que estimula a tireoide a produzir T3 e T4. Então, as vezes o problema pode estar em outra glândula.

Quando a tireóide fabrica esses hormônios em quantidade insuficiente, ocorre o hipotireoidismo, que deixa o corpo mais lento, como se trabalhasse com menos energia: o cansaço aumenta, os músculos ficam mais sensíveis, as unhas fracas e a concentração difícil. O metabolismo também desacelera, daí a dificuldade de perder peso. Mas os médicos afirmam que o hipotireoidismo não justifica mais do que 5% dos casos de pacientes que procuram um endocrinologista por causa de sobrepeso.
É comum confundir os sintomas dessa disfunção com reflexos do nosso estilo de vida. É aí que mora o perigo: com isso, muita gente deixa de procurar o médico, achando que os sinais vão passar, e adia a solução de um possível problema. Conheça as características mais comuns do hipotireoidismo e cheque se apresenta alguma delas. Se marcar mais de três, procure seu médico e peça um exame de dosagem de TSH.
· Sensação de cansaço e fraqueza
· Desânimo
· Dificuldade de concentração e falhas de memória
· Cãimbras frequentes
· Unhas fracas
· Queda de cabelo
· Pele ressecada
· Irregularidades no ciclo menstrual
· Sensibilidade exagerada ao frio
· Ganho de até 5 quilos (sem ter mudado seus hábitos)

Quando há superprodução de hormônios por causa da função aumentada da tireoide, acontece o contrário: o hipertireoidismo, que, no entanto, é bem menos comum - entre as mulheres, cerca de 3% têm a doença. Nele, os sintomas são opostos: taquicardia, insônia, fome e suor excessivos, perda de peso e desarranjo intestinal, por exemplo.

Ficar de olho na alimentação é uma das melhores estratégias para manter a tireoide sob controle e prevenir problemas. O consumo adequado de iodo e selênio são fundamentais para o bom funcionamento da tireoide pois esses minerais são matéria-prima para a produção dos hormônios tireoidianos. A deficiência deles no dia a dia pode favorecer a desaceleração da glândula.
Só para lembrar o iodo está em algas e nos frutos do mar. E o selênio é encontrado principalmente na castanha-do-pará, mas também está nas nozes, nos cogumelos e nos grãos integrais.

Por outro lado, alguns hábitos alimentares de hoje são verdadeiros inimigos. Excesso de sal, açúcar, gorduras saturadas e alimentos refinados e industrializados afetam a tireoide e prejudicam a fabricação dos hormônios.
Uma dica importante para proteger essa glândula tão poderosa: nunca pular o café da manhã, pois no começo do dia, ocorre um pico na produção de cortisol, hormônio que lesiona a tireoide. Incluir carboidratos integrais na primeira refeição é uma forma de controlar os níveis de cortisol no organismo e evitar que ele faça estragos.

7 erros comuns ao iniciar uma dieta

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Os melhores meses para comprar frutas.

Saiba os períodos bons para consumidor certas frutas e, assim, tirar o melhor proveito da qualidade, dos nutrientes e até dos preços

ABACATE
. Safras: março, abril
. Nutrientes: vitaminas A, C, E, B6; minerais: potássio, ferro, sais minerais, magnésio e glutationa
. Propriedades: evita fadiga mental.
ABACAXI
. Safras: janeiro, fevereiro, outubro, novembro, dezembro
. Nutrientes: vitaminas A, B1 e C; minerais: potássio, magnésio e cálcio
. Propriedades: ajuda na digestão, além de prevenir a osteoporose.
ACEROLA
. Safra: novembro
. Nutrientes: vitaminas A, B1, B2 e B3; minerais: cálcio, ferro e fósforo
. Propriedades: importante no tratamento de gripes, resfriados, doenças pulmonares e doenças degenerativas, como câncer.
AMEIXA
. Safras: janeiro, fevereiro, dezembro
. Nutrientes: vitamina A e fibras
. Propriedades: alto poder laxativo, é recomendada contra a prisão de ventre.
AMORA
. Safra: setembro
. Nutrientes: vitaminas A, C e E; minerais: cálcio, fósforo, ferro, potássio e carboidratos
. Propriedades: ajuda a prevenir infecções urinárias e a reduzir o risco de úlcera e câncer no estômago
BANANA
. Safras: julho, agosto, setembro, outubro, novembro
. Nutrientes: vitamina B6; minerais: potássio
. Propriedades: conhecida por trazer tranquilidade e bom humor, previne diabetes e problemas de colesterol.
CAJU
. Safra: agosto
. Nutrientes: vitaminas A, D, K, PP e E; minerais: carboidratos, cálcio, fósforo e sódio
. Propriedades: melhora as lesões da acne e controla a oleosidade da pele.
CAQUI
. Safras: março, abril
. Nutrientes: minerais: cálcio, fósforo, sódio e betacaroteno
. Propriedades: é essencial paro fortalecimento da visão, unhas e cabelos.
CARAMBOLA
. Safras: junho, julho, agosto
. Nutrientes: vitaminas A, C e complexo B; minerais: ferro, cálcio e fósforo
. Propriedades: auxilia no combate a febre e também é utilizada como estimulador de apetite. As sementes trituradas servem como um sedativo em casos de asma e cólicas.
CEREJA
. Safras: janeiro, fevereiro, dezembro
. Nutrientes: vitaminas A e C, além de flavonóides
. Propriedades: ajuda a prevenir o acúmulo de gordura nas artérias, além de proteger contra câncer de cólon e de estômago.
COCO
. Safras: janeiro, fevereiro, março, outubro, novembro, dezembro
. Nutrientes: vitaminas A, B1, B2, B5 e C; minerais: potássio, sódio, cloro, fósforo e fibras
. Propriedades: tem efeito destrutivo em vírus causadores de influenza, como o vírus da herpes
FIGO
. Safra: fevereiro
. Nutrientes: minerais: cálcio, fósforo e potássio
. Propriedades: fonte de energia já que possui grande quantidade de açucare.
GOIABA
. Safras: fevereiro, março
. Nutrientes: vitaminas C, A, B3, fibras; minerais: potássio e manganês
. Propriedades: ajuda na cicatrização de feridas.
JABUTICABA
. Safras: setembro, outubro
. Nutrientes: vitamina C; minerais: ferro e fósforo
. Propriedades: protege e estimula a reparação dos tecidos ricos em colágeno, responsável pela firmeza e elasticidade, além de combater as rugas.
KIWI
. Safras: abril, maio, junho, julho, agosto
. Nutrientes: vitaminas A, B6 e E; minerais: cálcio, magnésio, ferro e potássio
. Propriedades: diminui o riso de doenças cancerígenas, equilibra a tensão arterial, e aumenta as defesas do organismo na prevenção das gripes e resfriados.
LARANJA
. Safras: janeiro, fevereiro, março, abril, agosto, setembro, outubro, novembro, dezembro
. Nutrientes: vitaminas A, C, B2 e ácido fólico; minerais: potássio, cálcio, manganês, fibras e água
. Propriedades: ajuda no combate a gripe e auxilia na resistência das infecções, na cicatrização de feridas e queimaduras.
LIMÃO
. Safras: janeiro, fevereiro, março
. Nutrientes: rico em vitaminas C
. Propriedades: diminui a ansiedade ou depressão, além de dissolver cálculos renais e desentupir as artérias.
MAÇÃ
. Safra: março
. Nutrientes: vitaminas B1, B2 e B5; minerais: fósforo, ferro e potássio
. Propriedades: proporciona uma capacidade respiratória maior e ajuda no combate de doenças pulmonares.
MAMÃO
. Safras: janeiro, fevereiro, março, abril, julho, agosto, setembro, outubro, novembro
. Nutrientes: vitaminas A e C; minerais: potássio, cálcio, fibras e água
. Propriedades: além das propriedades calmantes e laxativas, alivia os sintomas da sinusite
MANGA
. Safras: outubro, novembro, dezembro
. Nutrientes: vitaminas A, C, e complexo B
. Propriedades: ajuda no combate a anemia não ferropriva e na regularização intestinal.
MARACUJÁ
. Safra: maio
. Nutrientes: vitaminas A, C e do complexo B; minerais: ferro, sódio, cálcio e fósforo
. Propriedades: possui um poderoso efeito calmante.
MELANCIA
. Safras: janeiro, dezembro
. Nutrientes: complexo B e sais minerais, como cálcio, fósforo e ferro
. Propriedades: alimento altamente hidratante, por ser 90% composta de água.
MELÃO
. Safras: janeiro, setembro, outubro, novembro, dezembro
. Nutrientes: vitaminas A, B e C
. Propriedades: ajuda na desintoxicação alimentar, fortifica os ossos e os dentes.
MEXERICA
. Safras: junho, julho, agosto, setembro
. Nutrientes: vitaminas C e fibras
. Propriedades: tem ação diurética a calmante. Quando ingerida com o bagaço, facilita a formação de resíduos que melhoram o funcionamento intestinal.
MORANGO
. Safra: agosto
. Nutrientes: vitaminas, B5 e C; minerais: ferro e ácido salicílico
. Propriedades: previne a fragilidade dos ossos, a má formação dos dentes, age contra infecções e evita hemorragias.
PERA
. Safra: janeiro
. Nutrientes: vitaminas B1, B2 e B3
. Propriedades: ativa a circulação, reduz a pressão arterial, possui função laxativa e digestiva.
PÊSSEGO
. Safras: novembro, dezembro
. Nutrientes: vitaminas A, C e pectina
. Propriedades: ajuda a combater problemas de acne.
TOMATE
. Safras: janeiro, fevereiro, março, abril, setembro, outubro, novembro, dezembro
. Nutrientes: vitaminas A e C e ácido fólico; contém licopeno
. Propriedades: previne doenças cardiovasculares.
UVA
. Safras: janeiro, fevereiro, março, dezembro
. Nutrientes: vitaminas A e C; minerais: cálcio, potássio, magnésio e fibras
. Propriedades: ajuda a ativar os rins e a combater várias doenças do intestino.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Endometriose: entenda melhor esse problema

O nome endometriose vem do endométrio, o tecido que reveste internamente o útero, onde ficam os óvulos fecundados. Quando não há fecundação, esse tecido é eliminado pela menstruação.
Endometriose é a existência de endométrio em outras partes do corpo - como ovários, tubas (ou trompas), parte externa e parede do útero, bexiga, peritônio (revestimento interno do abdômen), diafragma, intestino delgado e reto. E podem surgir vários focos. A cada menstruação haverá sangramento onde existir endométrio.
A dificuldade de engravidar, as cólicas menstruais absurdas, as dores terríveis na região pélvica durante o sexo, além da ardência ao urinar são alguns dos sintomas da doença.
Muitas mulheres nem sabem que têm a doença. Os sintomas podem surgir isoladamente, associados ou nem existir.
Onde é comum surgir o endométrio:  
 
- Atrás do útero (no chamado fundo do Saco de Douglas)
- No tecido entre a vagina e o reto (chamado septo retovaginal)
- Trompas
- Ovários
- Intestino delgado
- Bexiga
- Peritônio
- Parede da pélvis (região da bacia)


Os dois tipos de endometriose:
Superficial: Quando o foco da doença penetra menos do que 5 milímetros no tecido afetado.
Profunda: Quando a penetração é maior do que 5 milímetros.

Sintomas mais frequentes:
Dor pélvica: Normalmente vem como uma cólica menstrual, surgindo meses ou anos depois da primeira menstruação.
Dor durante o sexo: Principalmente quando há penetrações mais profundas.
Dor na hora da evacuação:Às vezes, há sangramento anal durante o período menstrual.
Ardência ao urinar: Pode vir acompanhada de sangramento no período menstrual.
Dificuldade para engravidar.
Sangramentos: Fora da época da menstruação e fluxo maior do que o normal.

Atenção! Os sintomas nem sempre correspondem ao estágio da doença. Muitas mulheres têm quadro avançado de endometriose, com muitos focos, e quase nenhum sintoma. É sempre importante consultar o seu ginecologista.

A doença tem tratamento
Como cada organismo é diferente do outro, os tratamentos também variam. Com o tratamento, o médico procura aliviar as dores ao máximo e tenta fazer com que ela desapareça; recuperar a fertilidade das mulheres que desejam engravidar; e evitar a evolução da doença, com medicação, cirurgia ou a combinação de ambas.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Embalagem plástica está sob suspeita de provocar problemas de saúde.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia reuniu no final de 2010 vários especialistas para debater e divulgar informações sobre um tema preocupante: a interferência de certos componentes químicos - com destaque para o bisfenol-A - no funcionamento hormonal.
O sinal de alerta soou depois que pipocaram estudos associando a substância a aborto e malformação do feto e ao desenvolvimento de doenças como endometriose, câncer de mama, infertilidade, disfunção da tireoide e até diabete.
Presente no revestimento de latas, em embalagens e utensílios plásticos e até em alguns tipos de mamadeira, o bisfenol-A ganha o corpo pela boca e, no organismo, atua nos receptores do hormônio feminino estrogênio, simulando sua função. E aí o desequilíbrio se instala. Ainda não há provas definitivas para condenar os recipientes que liberam bisfenol-A. Por via das dúvidas, uma série de empresas multinacionais vem tomando providências para banir o composto potencialmente nocivo de seus produtos.
O Canadá, a Dinamarca, a França e os Estados Unidos proibiram o bisfenol-A em artigos para crianças. No Brasil, por enquanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária permite a liberação limite de 0,6 miligrama por quilo de material plástico.

Risco minimizado
Adotar algumas precauções ajuda a resguardar você e sua família da exposição ao bisfenol-A. Confira como agir:
· Ao adquirir produtos enlatados, confira se estão íntegros, sem amassados, que facilitam a liberação da substância;
· Pelo mesmo motivo, descarte utensílios de plástico lascados ou arranhados. Evite esfregá-los excessivamente com bucha e detergente ou colocá-los na máquina de lavar louças;
· Tente substituir pratos, copos e outros utensílios de plástico. Dê preferência ao vidro, à porcelana e ao aço inoxidável para armazenar bebidas e alimentos;
· Não esquente embalagens plásticas no micro-ondas, exceto se forem fabricadas especificamente para esse tipo de forno;
· Não coloque itens comestíveis quentes em canecas ou recipientes plásticos;
· Preste atenção no símbolo de reciclagem. Essa informação costuma ser estampada no fundo da embalagem. Associada a ele, há sempre uma numeração. Procure evitar as que sejam classificadas como 3 ou 7, que podem apresentar maior concentração de bisfenol-A;
· Confie somente nos produtos certificados pelo Inmetro
· Não deixe os líquidos que for ingerir em contato com o plástico por longos períodos;
· Atenção especial às mamadeiras: evite as de policarbonato. Opte pelas de polietileno.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Câncer de mama - Informações úteis.

O câncer de mama é uma doença que se caracteriza por uma alteração celular das glândulas mamárias, que perdem a capacidade de controlar a divisão celular, tornando-se imortais e dividindo-se indefinidamente até formarem aglomerados de células (nódulos e caroços).

Os fatores de risco não são a causa do problema, mas aumentam a chance da mulher desenvolver a doença. São eles:
•Hereditariedade, parentes próximos como mãe ou irmã (aproximadamente 1 em cada 10 mulheres que desenvolve a doença tem uma parenta que já sofreu com o problema).
•Mulheres que já tiveram câncer de útero (endométrio) ou no ovário.
•Doenças benignas da mama, como a hiperplasia epitelial.
•Mulheres que nunca ficaram grávidas ou que tiveram gestações tardias.
•Início precoce e término tardio de menstruação.
•Consumo excessivo de gordura animal e uso de hormônios.

Auto-exame da mama. É uma técnica manual simples que deve estar nos hábitos cotidianos das mulheres. É feito uma vez por mês, de 7 a 10 dias após o início da menstruação. Mulheres que estão amamentando devem fazer o exame após a amamentação, quando os seios estiverem vazios, sempre no mesmo dia, todos os meses. As que estiverem na menopausa, devem examinar-se de forma semelhante: todos os meses, no mesmo dia.

Exame Clínico. Deve ser realizado pelo ginecologista com regularidade, mesmo que você tenha o hábito de se auto-examinar, pois este só detecta nódulos com mais de 2 centímetros, ou seja, em um estágio avançado. Esse exame deve ser feito a cada três anos, dos 20 aos 39 anos de idade. Todos os anos, a partir dos 40 anos de idade.
Mamografia convencional: É um exame que deve ser feito todo ano em mulheres com mais de 40 anos, tem a vantagem de flagrar microcalcificações capazes de virar um câncer. Dura em torno de 12 minutos. Esse exame deve ser feito dos 35 aos 40 ano. A partir dos 40 anos de idade deve ser realizada uma mamografia por ano.
Mamografia digital: Assim como a versão convencional, seu aparelho detecta microcalcificações e tumores pequenos – menores de 2 milímetros. Mas a paciente recebe 40% menos radiação. Há outras duas vantagens: mais nitidez na imagem e dura cerca de 4 minutos.
Ultra-sonografia: É ótimo para pacientes jovens, que têm mamas densas. Nelas acusa o câncer que poderia passar despercebido na mamografia. Também complementa esse exame em mulheres de qualquer idade, dando mais detalhes a respeito de um tumor já detectado – informa se é sólido, por exemplo. Mas não enxerga microcalcificações perigosas.
Ressonância magnética: Esse exame é tão sensível, mas tão sensível, que acusa qualquer alteração nas células mamárias. Por ser uma alternativa cara e ainda pouco acessível, é indicada como uma espécie de tira-teima.

Mulheres deprimidas ficam mais vulneráveis às doenças, inclusive o câncer.

Atenção! Nem todo câncer forma nódulo.

Se a mulher observar algo diferente, como um seio muito mais enrijecido que o outro, ou apresentar pruridos na região do mamilo, deve procurar um especialista.

A medicina comprova: Vegetais cheios de licopeno combatem o câncer de mama. Saiba quais as melhores fontes: beterraba, tomate, pimentão, melão, cenoura, couve, ervilha e milho.

O câncer de mama pode ser tratado de várias formas, de acordo com o tipo de células que o forma, o tamanho do tumor, a existência ou não de metástases (células do câncer que se espalham para outros órgãos), a idade e o estado geral da mulher. O diagnóstico precoce da doença irá sempre facilitar o tratamento da doença, pois quanto antes um câncer for diagnosticado, menor ele será e, conseqüentemente, estará menos desenvolvido e poderá ter seqüelas menos graves.

Tratamentos cirúrgicos:
Quadrantectomia: é a retirada de apenas um dos quatro quadrantes da mama, justamente aquele onde se localiza o tumor. Esta cirurgia costuma ser indicada para tumores com menos de dois centímetros de tamanho, quando os gânglios da axila não foram atingidos pelo câncer e nem há metástases.
Mastectomia: é a retirada de toda a glândula mamária do seio afetado.
Esvaziamento Axilar: é a retirada dos gânglios da axila, que geralmente é feita através de um corte de tamanho médio na axila. Os gânglios retirados são enviados para o patologista, que os examina para saber se eles estão ou não infiltrados por células cancerígenas. Pode ser feito em conjunto com a quadrantectomia ou com a mastectomia.

Tratamentos não cirúrgicos
Quimioterapia: é um tratamento feito através de medicamentos específicos para o combate de cada tipo de câncer. Os medicamentos usados agem destruindo as células cancerosas, impedindo o seu crescimento e multiplicação.
Radioterapia: é a aplicação de irradiação sobre a área do tumor, visando combatê-lo.
Hormonioterapia: trata-se do uso de substâncias que tem como função inibir a ação hormonal do estrógeno (hormônio natural da mulher que "alimenta" o tumor, quando existente).

Dicas fundamentais:
•Bons hábitos alimentares que as adolescentes comem faz diferença e ... os exercícios praticados especificamente nessa fase também;
•a atividade física vigorosa é a melhor amiga do peito;
•os maus hábitos parecem aumentar o perigo para a geração seguinte;
•o pai também transmite a tendência ao câncer de mama;
•o câncer de mama tem relação com o câncer de ovário;
•depois de 10 anos de uso, a pílula anticoncepcional passa de protetora a vilã.

A prática regular de exercícios em 30 minutos por dia, cinco vezes por semana, diminui a ameaça do câncer de mama em 30%.
As chances de cura aumentam em até 90% quando o câncer é diagnosticado no inicio.

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